Discriminação racial e de gênero na empresa – como reagir? Um caso de Educação Legal Corporativa bem sucedido

 

1.     Em maio passado no escrevi Linkedin o artigo O risco criminal da reputação das empresas frente a comportamentos inadequados de conduta, e o enviei para Gerentes, Gestores de RH, Psicólogos, Empresas, Agências, etc. Fiz amigos e de bom grado, quando procuram, aconselho sobre o assunto do artigo.

2.     Após a publicação, entre alguns, um caso teve relevância, fui procurado por um Gestor que precisava de um trabalho de Educação Legal Corporativa, em conscientização, para alguns funcionários que estavam se comportando de forma preocupante.

 

O que aconteceu?

3.      Tratava-se de um fato, que culminou com presença de policiais armados dentro da empresa, (loja de departamentos), resultando num Boletim de Ocorrência contra um funcionário que (pasmem!), de ‘forma natural’, discriminava racialmente e por gênero os clientes, e também contra alguns colegas.

4.      O funcionário foi demitido e por conseguinte, a empresa processada. Mas vários funcionários acharam injusto e se manifestavam que, “aquilo foi perseguição” e que, “não havia nada assim tão relevante”, e com ponderação, analisei…

 

Diagnosticando

5.      Entrevistei-os e vi que o problema era entre os funcionários, o completo desconhecimento doutrinário do texto da lei que criminaliza o ato, ou seja, não conheciam as nuances da conduta antijurídica.

6.      Conheço bem esses fatos desde a 2ª Graduação, em Direito, quando conclui meu Estágio Forense e voluntariado com muito orgulho, na Defensoria Pública do RJ – o maior escritório de advocacia do mundo, onde esses assuntos ocorriam regularmente.

7. Então foi apropriado trabalhar a Educação Legal com toda equipe. E como psicólogo, avalio que o trabalho com Educação Legal em empresas, deve ser feito para prevenir os vários riscos judiciais e reputacionais.

 

O treinamento de capacitação

8.      Organizamos o treinamento de Educação Legal Corporativa com os funcionários da Empresa-Cliente, que em linhas gerais, trabalhamos em vocabulário acessível sem juridiquês, com o entendimento doutrinário das leis penais de discriminação racial e de gênero.

9.      E ainda, aprofundamos em casos judiciais delicados, os motivos da conduta, rimos muito e fizemos cenas e diálogos improvisados, com encenação teatralizada, etc., ao ponto de perceberem que as condutas descritas como crimes pela Constituição Federal e Código Penal, poderiam afetar judicialmente a eles mesmos e também, a empresa na Justiça.

 

Analisando o tabu

10.  O artigo ‘risco criminal da reputação das empresas‘, teve por volta de 200 visualizações, 34 compartimentos; mas apenas 3 comentários, devido ao temor dos profissionais de expor seus nomes e suas empresas, pois todos os contatos comigo, foram por e-mail e inbox!

11.  Qual a explicação? Simples, ainda não atingimos a maturidade desse tema, como o alcoolismo do qual, é normal empresas encaminharem seus executivos ao tratamento; todaviaé imperioso o sigilo absoluto e a discrição.

 

Curiosidade

12. Nos EUA/Europa, segundo os mais de 10 grupos de fraude, reputação, riscos, governança, etc., que sigo no In, o treinamento de risco criminal é divulgado pelas empresas, mostrando as especialidades e capacitação profissional de seus colaboradores.

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– O SERVIÇO

  • Treinamento ou Tema de Palestra: Educação Legal Corporativa de Gênero e Anti Racismo
  • Grupo/Duração do Treinamento: Grupos de até 30 pessoas – 4 horas-aulas.
  • Valor do Investimento: R$ 85,00 por participante; podendo ser negociando conforme o pacote proposto pela empresa ou para fins de Palestras.

Todavia, em tempos de crise nem todas empresas têm financiado 100% os treinamentos; e muitas delas, vêm adotando em comum acordo com os funcionários, o seguinte:

a)    A empresa financia 50% do valor do treinamento e o funcionário o restante.

b)    Financiamento de 100% do valor e o funcionário ressarce a empresa em 5 vezes.

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Autor – Prof. Marco Aurélio, graduado em Psicologia (1992) e Direito (2006), estudioso de temas corporativo-penal. Faz palestas corporativas com ênfase comportamental-penal do candidato. Educador Corporativo, leciona cursos e treinamentos, entre eles Gerenciamento de Riscos Criminais, para líderes, gerentes e funcionários, conscientizando e didaticamente prevenindo sobre comportamentos e condutas inadequadas, que representam riscos à luz das leis penais. Contatos: <superexpresso@yahoo.com.br>

Esse artigo pode ser publicado em outras mídias com o devido crédito.

 

 

Há mais uma matéria interessante no site FraudesCorporativas, que também versa a área comportamental, sobre a psique de um fraudador, sendo inclusive campeã de leitura!”Entrando na mente de um fraudador” http://www.fraudescorporativas.com.br/2019/05/entrando-na-mente-de-um-fraudador/

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