Business Intelligence: o que faz e quanto ganha

 

Demanda por este profissional cresceu 16%, segundo a plataforma de recrutamento digital Revelo

 

Quando fazemos buscas rápidas na web por produtos com preços mais em conta, ouvimos playlists específicas via streaming e damos “like” em posts nas redes sociais, deixamos “rastros” de dados que apontam para uma tendência de comportamento e parâmetro de consumo. Atentas a isso, empresas dos mais variados segmentos têm valorizado o trabalho do profissional que pode organizar e interpretar essa montanha de informações inicialmente desconexas, com o intuito de gerar insights valiosos de mercado e tomar decisões estratégicas. Este profissional é o Business Intelligence, ou apenas BI.

Segundo levantamento da Revelo, plataforma de recrutamento digital, a demanda por este profissional cresceu 16% em 2018 e deve continuar em ascensão neste ano, sendo uma tendência de profissão em tecnologia para 2019. O estudo reflete a procura e crescimento a partir de dois anos históricos de recrutamentos realizados por mais de 3.000 empresas dentro da plataforma.

Pedro Dellagnello, head de produto da Revelo, explica por que a carreira de BI tem crescido tanto. “As ferramentas de análise de dados estão mais acessíveis para pequenas e médias empresas. Assim, existe cada vez mais demanda por profissionais de senioridade média que saibam implantar e utilizar estes recursos. Além disso, as companhias querem extrair todo o potencial dos seus dados para entender e prever o comportamento dos seus consumidores, aumentando assim a demanda por profissionais de BI, que conseguem lidar com a complexidade dessa engenharia de dados”.

De acordo com o Panorama de Salários em Tecnologia 2018, profissionais de BI recebem em média R$ 6.241,00. O rendimento deste profissional começa em cerca de R$ 5,5 mil no primeiro ano e chega aos R$ 8,5 mil com seis ou mais anos de carreira, o que representa um aumento de 54%. O estudo foi realizado pela Revelo com nove mil ofertas de emprego e 100 mil candidatos.

Como ainda não existe uma graduação ou curso de ensino superior focado nesta carreira, os profissionais de BI vêm de formações distintas, como engenharia e TI. Entre as habilidades básicas mais comuns para atuar na área estão Excel, Google Sheets e linguagens de consulta como SQL. É importante também ter conhecimento de estatística e probabilidade. À sua frente, esses profissionais têm o desafio de desenvolver habilidades que nem sempre estão presentes no currículo formal de uma faculdade, além de estar constantemente atualizados com novas ferramentas e tecnologias.

Em um mercado bastante competitivo, como é o de tecnologia, é essencial que um bom profissional de BI saiba das inúmeras maneiras de armazenar e ler dados, e que tipo de insight pode ser gerado a partir disso. Dellagnello finaliza: “Quando você constrói um produto em uma empresa de tecnologia, principalmente software, a maneira com que os desenvolvedores pensam o produto tem consequências diretas para definir quais dados de uso a empresa vai poder consultar no futuro. Um bom profissional de BI consegue participar e ajudar nesse processo, desde o início”.

Fonte: mundorh.com.br


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